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Aposentado mantém vínculo com a empresa

Com a crise deflagrada no sistema de previdência pública do Brasil -e no de quase todo o mundo-, é cada vez maior o número de empresas que tomam a dianteira e oferecem opções de aposentadoria a funcionários.
Prova disso são os números da Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada), que contabilizou no final do primeiro semestre mais de 130 mil planos corporativos de previdência complementar no país, alta de 31,6% em relação a junho de 2004.
No entanto, garantir o depósito mensal na conta bancária é apenas um dos passos para assegurar a manutenção da qualidade de vida na fase da aposentadoria. "É evidente que o problema do aposentado está na perda de seu poder de compra, mas também está nos riscos maiores à saúde e no novo referencial de vida", analisa Epitacio Luiz Epaminondas, do Sintap/CUT (Sindicato dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas). Para ele, é preciso estruturar-se para não acabar se sentindo realmente um "inativo".
Em resposta a esse problema, empresas já desenvolvem programas de apoio para seus, como costumam denominar, "pré-aposentados" ou "aposentandos". "O brasileiro não tem o hábito de planejar. Nosso objetivo é ajudá-lo a pensar sobre o futuro", explica Rosangela Brandão, gerente de relacionamento com o colaborador da Natura.
Implantado em agosto do ano passado, o programa conta hoje com 40 participantes. Exames médicos para idosos e palestras sobre qualidade de vida são parte da iniciativa, que também esclarece dúvidas sobre como gerir uma empresa e incentiva a continuidade dos estudos.
"Mostramos que, mesmo aposentados, eles podem desenvolver atividades profissionais. Com isso, ganhamos credibilidade com nossos funcionários. Certamente, o profissional valoriza ações como essa, ele busca segurança. Não podemos simplesmente aposentá-lo e dizer adeus, temos nossa responsabilidade social", diz.
"Conhecemos o potencial de funcionários experientes. Não delimitamos prazos para a aposentadoria. E, quando decidem aposentar-se, muitos retornam como consultores seniores", conta Milton Luiz Pereira, diretor de desenvolvimento humano da Serasa. "Queremos evitar o rompimento brusco. Assim, quem se aposenta pode continuar participando de nossas atividades sociais", afirma.
Contando os dias para aposentar-se, Frederico Conrado Daenekas participa de um programa piloto do Sesc para preparação de aposentados. Aos 57 anos de idade, 35 dedicados à entidade, diz que pretende continuar nas práticas esportivas promovidas para os funcionários. "Graças ao programa, passei a participar do clube da caminhada e a conhecer locais de lazer para levar a família."
O vínculo, que vem se tornando comum em diversas empresas, também é mantido por meio do plano de saúde. "Ao manter-se associado ao plano, o aposentado chega a economizar até 70% em relação aos valores de mercado", explica José Menezes, gerente de recursos humanos do Sesc.
O programa da Fundação Nova América, criado há 13 anos, na região de Assis (a 400 km de São Paulo), oferece gratuitamente advogados para ajudar seus funcionários com o pedido de aposentadoria. Ao todo, auxiliou mais de 200 profissionais.
Segundo Mário Íbide, diretor de RH da instituição, é essencial adaptar os planos para atender às expectativas do futuro aposentado. "Inicialmente, focávamos na continuidade do trabalho após a aposentadoria. Entretanto, percebemos que nossos funcionários não queriam isso, eles aspiravam por uma vida tranqüila, voltada ao lazer. Hoje, enfatizamos questões como atividades esportivas e saúde."
(Folha de S.Paulo – 17/10/05)
Com a crise deflagrada no sistema de previdência pública do Brasil -e no de quase todo o mundo-, é cada vez maior o número de empresas que tomam a dianteira e oferecem opções de aposentadoria a funcionários.Prova disso são os números da Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada), que contabilizou no final do primeiro semestre mais de 130 mil planos corporativos de previdência complementar no país, alta de 31,6% em relação a junho de 2004.

No entanto, garantir o depósito mensal na conta bancária é apenas um dos passos para assegurar a manutenção da qualidade de vida na fase da aposentadoria. "É evidente que o problema do aposentado está na perda de seu poder de compra, mas também está nos riscos maiores à saúde e no novo referencial de vida", analisa Epitacio Luiz Epaminondas, do Sintap/CUT (Sindicato dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas). Para ele, é preciso estruturar-se para não acabar se sentindo realmente um "inativo".

Em resposta a esse problema, empresas já desenvolvem programas de apoio para seus, como costumam denominar, "pré-aposentados" ou "aposentandos". "O brasileiro não tem o hábito de planejar. Nosso objetivo é ajudá-lo a pensar sobre o futuro", explica Rosangela Brandão, gerente de relacionamento com o colaborador da Natura.Implantado em agosto do ano passado, o programa conta hoje com 40 participantes. Exames médicos para idosos e palestras sobre qualidade de vida são parte da iniciativa, que também esclarece dúvidas sobre como gerir uma empresa e incentiva a continuidade dos estudos."Mostramos que, mesmo aposentados, eles podem desenvolver atividades profissionais. Com isso, ganhamos credibilidade com nossos funcionários. Certamente, o profissional valoriza ações como essa, ele busca segurança. Não podemos simplesmente aposentá-lo e dizer adeus, temos nossa responsabilidade social", diz."

Conhecemos o potencial de funcionários experientes. Não delimitamos prazos para a aposentadoria. E, quando decidem aposentar-se, muitos retornam como consultores seniores", conta Milton Luiz Pereira, diretor de desenvolvimento humano da Serasa. "Queremos evitar o rompimento brusco. Assim, quem se aposenta pode continuar participando de nossas atividades sociais", afirma.Contando os dias para aposentar-se, Frederico Conrado Daenekas participa de um programa piloto do Sesc para preparação de aposentados. Aos 57 anos de idade, 35 dedicados à entidade, diz que pretende continuar nas práticas esportivas promovidas para os funcionários. "Graças ao programa, passei a participar do clube da caminhada e a conhecer locais de lazer para levar a família."O vínculo, que vem se tornando comum em diversas empresas, também é mantido por meio do plano de saúde.

"Ao manter-se associado ao plano, o aposentado chega a economizar até 70% em relação aos valores de mercado", explica José Menezes, gerente de recursos humanos do Sesc.O programa da Fundação Nova América, criado há 13 anos, na região de Assis (a 400 km de São Paulo), oferece gratuitamente advogados para ajudar seus funcionários com o pedido de aposentadoria. Ao todo, auxiliou mais de 200 profissionais.Segundo Mário Íbide, diretor de RH da instituição, é essencial adaptar os planos para atender às expectativas do futuro aposentado. "Inicialmente, focávamos na continuidade do trabalho após a aposentadoria.

Entretanto, percebemos que nossos funcionários não queriam isso, eles aspiravam por uma vida tranqüila, voltada ao lazer. Hoje, enfatizamos questões como atividades esportivas e saúde."(Folha de S.Paulo – 17/10/05)